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A rotina de ordenha de uma fazenda produtora de leite

Administrar uma fazenda produtora de leite requer planejamento a longo prazo com metas elaboradas do volume de leite a ser produzido para um espaço de tempo de 5 anos com o acompanhamento da evolução desta produção ano a ano.
Os principais índices gerenciais de controles que o produtor conta são os controles reprodutivos das vacas e o controle leiteiro.
Focar maior  produtividade de leite por vaca e por área para o crescimento e evolução da produção de leite.
Ações importantes:
Planejar pontos importantes como a correção, conservação e adubação de pastagens visando aumentando a produtividade por área, prover reservas de alimento para o período da seca.
Manejar corretamente o esterco e utiliza-lo.
Subdividir pastos e maneja-los.
Um calendário zoosanitário deve ser seguido rigorosamente na propriedade, atentando para  provisão de medicamentos, vacinas, vermífugos, rações concentradas, sal mineralizado e sêmen para inseminação artificial.
     
Esta visão estratégica do produtor e os controles de custo e renda são fundamentais para o sucesso do negócio; sua análise deve ser anual, pois quando se planta milho para a ensilagem os custos de produção daquele mês aumentam;  durante a confecção da silagem cem dias após, custos aumentam bastante; com a silagem sendo utilizada geralmente  4 meses após a confecção e durante todo o período seco do ano. O mesmo ocorre quando se forma uma pastagem ou um canavial que contam em média, 5 anos de vida útil.
     
Para ser eficiente o produtor precisa contar sobretudo com uma equipe bem treinada para desempenhar os trabalhos de rotina da fazenda, assegurando a produção do leite com qualidade.
O desempenho das tarefas diárias, semanal e mensal, devem estar escritas  e serem entendidos pelos colaboradores para serem realizados e se necessário cobrados na época oportuna.
O ordenhador exerce influência direta e significativa na qualidade do leite e na produção leiteira de uma propriedade.
A rotina de ordenha é de grande importância para redução das UFCs (Unidades Formadoras de Colônias) do leite (Bactérias presentes no leite).
O retireiro precisa entender que os animais devem ser conduzidos para sala de ordenha com tranqüilidade, pois animais com medo e stress tem dificuldades na liberação do leite.
Durante o treinamento do seu ordenhador, os hábitos de higiene devem ser apresentados instruindo a limpeza (lavação) das mãos antes e durante a ordenha.
Todos os utensílios de ordenha, como os baldes, tampas, latões, coadores e resfriadores, devem sofrer uma boa limpeza após o uso, utilizando detergentes qualificados, água quente e escova própria.
A limpeza  destes utensílios solucionam 75% dos problemas existentes de contaminação do leite.
     
Os barracões e salas de ordenha necessitam ter dimensões adequadas ao número de animais, estarem bem localizados, afastados de pocilgas e esterqueiras( fontes de odor e contaminação), o piso deve ser firme, impermeável, com declive não inferior a 2%, com bons drenos para escoamento de água e resíduos orgânicos, com bom arejamento, ventilação, e pé direito mínimo de 4,0 metros nos barracões ,com abastecimento de água potável em quantidade satisfatória.
     
A limpeza dos barracões, estábulos, sala de ordenha deve ser uma rotina diária, semelhante a  de uma fábrica de alimentos, removendo sujeiras do chão, paredes, restos de alimentos concentrados acumulados nos cochos, devendo ser feita pelo ajudante do ordenhador, assim como a distribuição de alimentos e o manejo do esterco, que se não houver a churumeira deve ser colocado diariamente em um monte por sete dias coberto por um pedaço de lona plástica, após sete dias iniciar novo monte; até contar com cinco montes, quando isto ocorrer o primeiro monte estará curtido e pronto para ser colocado nas capineiras, canaviais  e lavouras  evitando a concentração de moscas na fazenda, pois o esterco é o principal meio para reprodução das mesmas.

Preparação dos animais para ordenha:

Eliminar os 2 primeiros jatos de leite na caneca telada  de fundo preto, para detecção de mastite.
Limpar os tetos das vacas com com água limpa, somente quando estiverem visivelmente sujos de barro ou esterco, fazer o pré dipping (é uma das principais medidas para prevenção de mastite contagiosa), aguardar 30 segundos para atuação do produto, logo após enxugar os tetos com toalha descartável, se a ordenha for manual proceder a ordenha se for mecânica, colocar os conjuntos de ordenha, dobrando o cano curto de leite em forma de “S” para evitar perdas e oscilações de vácuo e sujeiras, sendo que o cano de saída de leite deve estar alinhado em direção a cabeça da vaca ordenhada.
Aguardar a ordenha e evitar pós ordenha, retirar as teteiras, interromper o vácuo, retirando suavemente o conjunto de ordenha. A realização do pós dipping (desinfecção dos tetos), e a permanência dos animais em pé com alimentação volumosa e concentrada após a ordenha é imprescindível para a prevenção da mastite.
O ambiente para as vacas deve ser limpo, seco e confortável.

Tarefas  de rotina diária do ordenhador de leite:

Conferir o resfriador de leite, medir o leite diariamente e entrega-lo ao transportador, limpar corretamente o equipamento de ordenha e o resfriador, assegurar a retirada higiênica do leite, procurar manter a rotina de ordenha, manter os copos de pré dipping e pos dipping cheios, verificar e conferir o papel toalha para secar os tetos, e inspecionar diariamente o úbere das vacas. 
A soma da melhoria das ações diárias na fazenda é que dará um resultado final positivo econômica e financeiramente.
     

Waldson Costa
Médico Veterinário
Nutroeste Nutrição Animal

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