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Controle de mastite do rebanho leiteiro

É uma doença aguda ou crônica do úbere de vacas leiteiras, caracterizada por um processo inflamatório e por alterações  das propriedades físicas, e químicas do leite.

Informações básicas para controle efetivo de mastite.

- Mastite é Clínica? Você enxerga a doença?
- Mastite é Subcliníca? A doença existe mas você não a vê?
- Qual o perfil microbiológico da mastite? O que está provocando a doença?


A mastite é dividida em dois grandes grupos quanto ao agente que provoca a doença.

a)Mastite Contagiosa, e b) Mastite Ambiental

A Mastite Contagiosa caracteriza-se por apresentar baixo número de casos clínicos, e grande incidência de casos subclínicos, geralmente é de longa duração e alta contagem de células somáticas(CCS). O principal momento de sua transmissão ocorre durante o momento de ordenha, geralmente pela mão do ordenhador, panos ou esponja para secagem dos tetos, e teteiras da ordenha.


Principais métodos de controle:


a) Higiene dos tetos:

- Usar toalha descartável para enxugar os tetos.
- Mãos dos ordenhadores devem ser limpas.
- Teteiras limpas, desinfetadas e em boas condições.
- Pós- diping ( imersão dos tetos em solução desinfetante,após  a ordenha.
- Pré-diping ( desinfecção dos tetos antes da ordenha.


b) Aumento da  resistência da vaca,

- Nutrição ( Vitamina E, Vitamina A, Selênio, Cobre, Zinco.
- Vacinação (Algumas vacinas estão sendo desenvolvidas. Ex:Sthaphilococus aureus, com média eficácia.)
- Homeopatia (observações práticas tem mostrado boa eficiência no campo)


c) Tratamento com antibióticos.

- Tratamento das vacas secas.
 Esta prática deve ser adotada em todas as fazendas e tem duas funções:
Prevenir a ocorrência de novas infecções, e curar as infecções da lactação anterior.
- Tratamento dos casos clínicos durante a lactação.


O sucesso do tratamento é o tempo de existência da infecção, quanto mais antiga for a infecção menor é o sucesso da cura.

 

A Mastite Ambiental é causada por agentes que vivem de preferência no ambiente da vaca( esterco, urina, barro, e camas orgânicas). Este tipo de mastite caracteriza-se por alta incidência de casos clínicos, geralmente de curta duração, freqüentemente com manifestação aguda e com maior concentração no pré- parto e logo após a parição.
Ao contrario da mastite contagiosa a maioria de novas infecções ocorrem no intervalo entre as ordenhas.


Variáveis que afetam a mastite ambiental.
1.Estágio de lactação: alta taxa de infecção no inicio da lactação.
2.Época do ano: Maior taxa de risco durante a época chuvosa e quente do ano.
3.Número de lactações: Aumento de novas infecções em vacas mais velhas.
4.Instalações: Deficiência de higiene predispõe a alto risco  de infecções.


Cabe aqui resaltar que além dos métodos de controle citados na mastite contagiosa,  o funcionamento adequado do sistema de ordenha, a dieta, e a utilização da vacina J5(E. Coli) são necessários para a prevenção da mastite ambiental. Estudos mostram que o custo benefício da utilização da vacina J5 é bastante favorável.


Perdas Econômicas: As perdas econômicas decorrentes da mastite em um rebanho, estão associadas principalmente a queda da produção de leite que ocorre nos casos subclínicos e que na maioria das vezes passa desapercebido pelos produtores de leite.
Além desta, outras percas como: o leite descartado,  o descarte dos animais, a perca do valor comercial das vacas, gasto com veterinário e medicamentos e a mão de obra. 
  

Waldson Costa
Médico Veterinário
Nutroeste Nutrição Animal

 

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