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Arroba bovina: Mais uma semana de recorde

 

A arroba bovina fechou a sexta semana seguida de alta, em Mato Grosso. A forte demanda no mercado interno e externo e a oferta restrita são fatores que estão elevando as cotações que desde o início de fevereiro estão em trajetória de alta e devem se manter até maio, conforme projeções de analistas.

Na semana entre os dias 10 e 14 de março, por exemplo, a cotação média semanal do boi gordo, em R$ 104,67, foi recorde para série história do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). O valor foi novamente superado na semana passada, quando a arroba do boi gordo atingiu novo recorde em Mato Grosso, sendo cotada a R$ 106,97, valorização de 2,19% em relação à média da semana anterior (R$ 104,67). A arroba da vaca gorda também demonstrou variação positiva de 2,11% em comparação à semana retrasada, quando estava cotada a R$ 96,02. Na última sexta-feira a arroba encerrou com uma cotação de R$ 98,05.

Como destaca o Imea, houve um fevereiro atípico e que ainda reverbera no mercado local. “Em Mato Grosso, o que vem prejudicando a oferta de animais é o excesso de chuvas, impedindo, em alguns casos, o escoamento da produção do campo à indústria, além de favorecer o surgimento de problemas nos pastos, como as cigarrinhas e a morte súbita”. Em números, como completam os analistas, o que se viu foram preços médios da nona semana de cotação em 2014, 7,94% mais valorizados que as cotações médias da primeira semana deste ano. “O resumo desse cenário foi a diminuição do diferencial de base entre as duas praças do boi gordo, atingindo nas cotações mais atuais um valor próximo a 15%, que é uma situação mais favorável à encontrada nas primeiras semanas de cotação de 2013, porém ainda é um diferencial alto em comparação à média histórica”.

Ainda analisando o mercado local, os analistas reforçam: “Que houve uma guinada de preços na arroba do boi gordo no Estado de janeiro/14 para fevereiro/14 não é nenhuma novidade”, porém há fatos novos que chegaram ao mercado como a divulgação das exportações pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e do número de abate pelo Indea/MT, bem como pelo acompanhamento da escala média dos frigoríficos feito pelo Imea. “Pelo lado da oferta, o que se viu foi uma diminuição de 25,65% no volume de animais abatidos em Mato Grosso, com uma queda mais acentuada para os bovinos machos (39,76%) e uma queda mais tímida para as fêmeas (9,16%). O outro lado da moeda, a demanda, trouxe números interessantes para a cadeia da bovinocultura de corte mato-grossense, registrando no período de janeiro/14 para fevereiro/14 um aumento de 16,62% no volume embarcado pelo Estado. Nesse cenário, de oferta restrita - com escalas de abate em torno de cinco dias - e demanda elevada no mercado internacional de carnes, os preços nominais de Mato Grosso se valorizaram e atingiram os maiores níveis já cotados pelo animal terminado, o que é bom para quem já tem tempo de margens apertadas”.

Diário de Cuiabá

 

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