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Arroba do boi gordo tem alta de 29% nos últimos doze meses

 

A arroba do boi gordo em Uberlândia ficou 29% mais cara nos últimos 12 meses. Em novembro de 2013, ela custava R$ 100, enquanto as cotações de ontem, dia 6 de novembro de 2014, mostravam que a arroba chegou a R$ 129. Se comparado com o valor de outubro de 2014, quando a arroba começou valendo R$ 120, também houve elevação em novembro. Neste caso, em um mês, o aumento foi de 7,5%. O cenário, segundo especialistas, é devido, principalmente, à seca prolongada em 2014.

Airton Pinhal disse que o kg da carne de 1ª poderia custar R$ 25 (Foto: Marcos Ribeiro 8/11/2011)
O mesmo fator afetou os preços da carne bovina no varejo. Em um ano, em média, os cortes de segunda ficaram 60% mais caros. E as carnes de primeira chegaram a ter aumentos médios de 25%. O período avaliado é entre novembro de 2013 e novembro de 2014.

De acordo com o presidente da Comissão de Pecuária de Corte da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Afonso Damásio, a alta do preço da arroba do boi gordo verificada em Uberlândia também ocorreu em todo o Estado mineiro e também na região Centro-Oeste do país. “Os criadores que conseguiram enfrentar a escassez e, agora, têm bons preços. O valor pago pela arroba consegue, inclusive, arcar com as despesas mais altas com alimentação do gado”, disse.

O maior gasto no período foi com suplementos alimentares e o uso de farelos de milho e soja em confinamentos. O período de uso, em 2014, se prolongou, uma vez que a estação seca só terminou no fim de outubro, com atraso das chuvas de quase um mês em relação aos anos anteriores. A maior demanda para exportação de carne para a Rússia e as altas na reposição do gado, com a arroba do bezerro chegando a R$ 160, também fizeram elevar o preço do boi gordo. Para Afonso Damásio, nos próximos meses, os valores dificilmente vão retrair aos patamares de 2013.

Cenyldes Vieira afirmou que, hoje, o preço do litro é de R$ 1,01 (Foto: Raphael Oliveira 2/5/2014)
Aumento para o consumidor poderia ser maior, afirmam distribuidores
Apesar dos aumentos nos preços médios da carne bovina no varejo nos últimos 12 meses, o setor afirma que a elevação poderia ser ainda maior e que os comerciantes seguraram parte desta alta.

De acordo com o presidente da Cooperativa dos Produtores e Distribuidores de Carne de Uberlândia (Coopercarne), Airton Pinhal, as carnes de primeira, cujo kg, hoje, é vendido, em média, por R$ 20, poderiam chegar a R$ 25, caso os aumentos no campo chegassem integralmente ao consumidor. E os cortes de segunda, vendidos, em média, por R$ 18 o kg, atingiriam R$ 20, segundo ele. “Os açougues têm segurado os repasses, com a diminuição da margem de lucro na carne bovina. É uma estratégia para não perder vendas. Ele (o comerciante) compensa na rotatividade de outros produtos, como aves e suínos”, disse Pinhal.
De acordo com números da Coopercarne e da Associação Mineira de Supermercados (Amis), o preço do kg das carnes de segunda em novembro de 2013 era, em média, de R$ 11, uma diferença de 60% em comparação ao atual patamar de R$ 18. No caso das carnes de primeira, há um ano o kg custava R$ 16 em média, 25% menos que hoje.

Valor do leite pago aos produtores está cerca de 10% mais baixo
Desde outubro de 2014, o valor pago ao produtor pelo litro do leite está cerca de 10% mais baixo que nos meses anteriores. De acordo com o presidente da Cooperativa Agropecuária Ltda. de Uberlândia (Calu), Cenyldes Vieira, hoje, o preço do litro é de R$ 1,01, enquanto, em setembro, o valor chegou a R$ 1,11. “Passamos por um período de lactação do rebanho e, com a retração da economia, o mercado não consome tanto. Então, os preços tendem a diminuir para atrair as vendas no varejo”, afirmou.

Ainda de acordo com Vieira, é possível que o valor pago pelo litro caia até R$ 0,95, mas o comércio precisa repassar essas quedas ao cliente.

Correio de Uberlândia

 

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