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Índice de Confiança do Agronegócio segue em queda

 

O ICAgro (Índice de Confiança do Agronegócio) ficou em 82,4 pontos no terceiro trimestre deste ano – uma queda de 0,4 ponto em comparação com o mesmo período imediatamente anterior. Trata-se do terceiro recuo consecutivo registrado em 2016, porém com a menor retração do ano apurada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). 

O resultado é justificado pelo quadro geral de incertezas na economia brasileira, que se contrasta com as perspectivas de bons preços em reais para produtos agrícolas. Segundo os patrocinadores do indicador, houve certa recuperação da confiança da indústria “antes da porteira” (insumos agropecuários), que apresentou alta de 7,3 pontos em relação ao segundo trimestre de 2015, a maior entre todos os elos. A pontuação de 73,3 pontos reflete, em parte, a retomada das entregas/vendas a partir de maio/junho.

Na avaliação do gerente do Departamento do Agronegócio da Fiesp, Antonio Carlos Costa, ocorreu uma certa reversão das expectativas, especialmente nos segmentos de fertilizantes e defensivos, que sofreram muito nos dois primeiros trimestres do ano. A partir de junho, ele diz, o crédito voltou, ainda que não da forma ideal e a valorização do dólar frente ao real impulsionaram a retomada das vendas. “O crédito é decisivo para o desempenho das indústrias de sementes, defensivos e fertilizantes, o que não significa que a confiança nesta variável tenha sido totalmente retomada.”

O ICAgro apurou ainda que a confiança do produtor agropecuário manteve-se praticamente estável neste terceiro trimestre. A alta de 0,9 ponto na confiança do produtor agrícola foi anulada pela queda de 5,7 pontos no índice do produtor pecuário. O índice geral para este elo da cadeia fechou o período em 85,9, queda de 0,8 ponto em relação ao levantamento anterior.

“Acreditamos que, apesar de alguns indicadores permanecerem sólidos, a exemplo da confiança do produtor no seu próprio negócio, o cenário de relativo pessimismo deva persistir, agravado sobretudo pela instabilidade econômica e política vivenciada pelo país”, diz o presidente da OCB, Márcio Lopes de Freitas.

Agrolink
Autor: Leonardo Gottems

 

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